Cooper na avenida Sumaré vira corrida com obstáculo
GIBA BERGAMIM JR.
DE SÃO PAULO
Ande 50 metros e pule um buraco. Corra mais cem e desvie do lixo. Dê mais um pique e ultrapasse o piso quebrado.
Fazer exercícios nas avenidas Sumaré e Paulo 6º, que ligam Perdizes e Pinheiros (zona oeste de São Paulo), é hoje uma prova de resistência com barreiras.
“Point” de adeptos da malhação, o canteiro central das avenidas, que é também uma ciclovia, tem vários problemas por falta de manutenção.
Numa manhã de caminhada, na semana passada, a Folha viu buracos, caixas de fiação elétrica sem tampa, piso rachado e lixo espalhado —as poucas lixeiras geralmente estão quebradas. As placas informativas da ciclovia estão danificadas ou ilegíveis.
“A gente já corre com a fumaça dos carros. E agora está cheio de buracos. Falta manutenção aqui”, diz o estudante Vinicius Nasser, 20, que corre na Sumaré todo dia.
Na última quarta-feira, ele teve que desviar da cratera repleta de lixo, entre as avenidas Sumaré e Paulo 6º, na altura da praça Ricardo Ramos.